segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O quarto iluminado...


É natural, que durante um determinado período de um tempo relativo, sentado no escuro de um quarto percepcional, passando uma experiência de igual relatividade, o acender da Luz desse quarto, faça com que o objeto que se crê sem ver essa luz, tenha receio ou mesmo não entenda esse quarto iluminando-se. A Luz é acesa independentemente de sua vontade, e É então a revelação da visão autêntica de todo o espaço. O objeto pode ainda se ofuscar, ou mesmo não ter um olhar nítido e sem dúvidas, para essa explosão, mas é inevitável o levantar da poeira estarrecida de tal conforto e hábito. Aquela suposta matéria se levanta e observa que ela mesma se mistura e funde no que chama de desconhecido para ela, e que foi ela mesma a impulsionadora do acender em Si. Vive a essência dessa fusão que habitava dentro dela, e o quarto se dissolve como irrealidade percepcional, que esse encontro foi também sonhado por sua passagem de sensação de separação. Aquele objeto é despertado, mas ele nunca esteve a dormir, foi a sensação disto que lhe é removida ou dissolvida, no término de sua experiencia criadora. O engenho para que esta passagem tenha uma oobjectivação tem também o antídoto ou o relógio sensorial de auto despertar, para o que sempre foi.
A sensação de se Ser outro aspeto de não Unidade neste Universo de vivências, tem seu espreguiçar sereno e suave, tal como alguém que fica numa cama a dormir durante milénios, e seus movimentos estão ainda atrofiados.
A hora de levantar chegou... O Fogo que imprime todas as vivências, se acendeu em todas as frentes, mas a Unidade é inseparável, o Um é indivisível, não pode se separar, esteve sempre em sua presença, a sensação é o que se dissipa fundamentalmente. 
Todo o jogo é finito em seu engenho, ele esgota, e se auto dissolve por exaustão. A ilusão para o infinito, não lhe é perceptível, é o próprio quarto e todo o objeto que acende sua eternidade sem sentidos, vivente sempre acesa em todo o espaço e não espaço, ao que se determinou viver...
Como poderia o que é Absoluto, viver um encontro do que ele É e sempre Foi, e nunca deixou de Ser?  Assim...  Se limitando a um quarto escuro de sentidos, tendo a sensação de esquecimento...

Helder Santos ( आग दिल )



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Graças .... AbraçUM

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