A mente, ou este mecanismo de pensamentos, ao serem observados, apenas na observação do que ali se gera, dissolve-se, ou perde o fundamento do porquê de ali tanto te seduzires, ou te alimentares deste gerador.
Mas vamos mais fundo aqui. Este gerador ao ser observado, não irá debitar sua energia, porque não há ali ninguém para alimenta-lo...
Abre-se aqui um espaço, um espaço muito fundo, onde já não existe ninguém que observe o observador, ele mesmo se dilui nesta presença sem gerador e sem movimento. Aqui é um espaço muito sagrado, aqui é onde a radiância do Ser habita, sem véu, sem observador e observado. Ai nesse vazio, o salto de fé, isento de medo, isento de dúvidas, radiante de Fé e entrega, onde é desconhecido tanto ao gerador, como ao observador, que é a Fonte da ressurreição e transcendência de toda a causa. A transubstanciação e assunção, e portanto ascensão de toda a matéria, ou substância esquecida de sua Divindade.
Aqui nesse espaço, que não é um, a Graça preenche toda a imagem, fundido-a e selando-a aos Céus do Grande Espirito Absoluto sempre presente...
O medo é a causa primeira, fruto deste desconhecido, para qualquer ilusão que ainda possa restar, para aqueles que já a detetaram, pois o Ser é o Amor, e o medo é a substancia que receia este a dissolução neste Amor, que ela chama de morte, mas é sua própria elevação Graciosa...
O medo é a mascara de tudo o que animas, o Amor és Tu...
... ou Um ou Outro... Sabendo que ali sempre foste e sempre serás, e somente a consciência daquilo que julgas Ser, receia daquilo que realmente És...
O que a mente acha vazio e escuro, é a Absoluta Vida infinita...
Helder Santos (हार्ट आग)
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