segunda-feira, 28 de dezembro de 2015


Aquilo que é, inamovível e sem espaço ou tempo, é permanentemente agora e absoluto, e no hábito pelas imagens, pelo barulho desta identificação, a pessoa quer ver este absoluto permanente, mas essa imagem, ela é efêmera e limitada, e é aqui que se busca o que não pode nem reclama ser buscado. Desaparece para as imagens e reflexos e aceita em total desposamento, que o que reside no centro de todas as reflexões, é o Ser,a fonte de tudo o que É. Quanto mais buscas, mais imagens se criam, mas te afastas em sonhos e projeções. 
Entrega o que é irreal, e vê sem olhos o que És, pois a imensidão não pode ser vista numa limitação efêmera, mas sim vivida atemporalmente...
O absoluto não é pessoal, não tem reflexos, como então queres ver o que não pode ser visto? ... te pergunto com todo o amor, estás preparado para seres o que és e sempre foste, ou continuar na percepção de ser a limitação pessoal de uma imagem?... 
A eternidade é silenciosa... escuta a Unidade de tudo....


Helder Santos (Akshara)

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